segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Luas


Você olha e não vê o que no fundo está guardado
Por que só lá está estampado seu ser,
Por trás de mascaras que caem á todo momento
Quando em teus olhos me fixo atento
Sem ser preciso escrever para conhecer.


É apenas seu jeito de se proteger
Do que acha que não lhe convém,
Mas tem por tempo se render
Ao que nem sabe ao certo por quem.
Uma vida guardada em meio a sentimentos profundos
Onde dor e amor andam juntos, por não se saber esquecer,
Vivendo num paralelo absurdo e ao mesmo confuso
Ao que deseja realmente viver.


O existir como a lua de fases faz-se proceder
Um palhaço aos ouvidos dos que lhe pensam conhecer,
Por não se conter sempre aos modestos
Pode ate esquecer ao que se somente aparenta ser.


Um anjo escondido às vezes ate aflito 
Por atenção lhe suplico meu gracioso ser,
Encanta aos que de perto se achegam secretos 
Sem nenhum alvoroço fazer por ter.
No fim desse encontro de pensamentos
Digo-lhe ao certo o que acho por extenso, 
Tu me tens como abrigo é só o que friso
Sabe que quem quer, pode até amigo ser.




Dedicado á Luluh


                                                                                                                                                   Tanana Ribeiro

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